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Frase de Pedro Homem de Mello

Porque é que Adeus me disseste Ontem e não noutro dia, Se os beijos que, ontem, me deste Deixaram a noite fria? Para quê voltar atrás A uma esperança perdida? As horas boas são más Quando chega a despedida. Meu coração já não sente. Sei lá bem se já te vi! Lembro-me de tanta gente Que nem me lembro de ti. Quem és tu que mal existes? Entre nós, tudo acabou. Mas pelos meus olhos tristes Poderás saber quem sou!

Pedro Homem de Mello

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Andamos nus, apenas revestidos Da música inocente dos sentidos. Como nuvens ou pássaros passamos
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Andamos nus, apenas revestidos Da música inocente dos sentidos. Como nuvens ou pássaros passamos Entre o arvoredo, sem tocar nos ramos. No entanto, em nós, o canto é quase mudo. Nada pedimos. Recusamos tudo. Nunca para vingar as próprias dores Tiramos sangue ao mundo ou vida às flores. E a noite chega! Ao longe, morre o dia... A Pátria é o Céu. E o Céu, a Poesia... E há mãos que vêm poisar em nossos ombros E somos o silêncio dos escombros. Ó meus irmãos! em todos os países, Rezai pelos amigos infelizes!

Simplicidade Queria, queria Ter a singeleza
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Simplicidade Queria, queria Ter a singeleza Das vidas sem alma E a lúcida calma Da matéria presa. Queria, queria Ser igual ao peixe Que livre nas águas Se mexe; Ser igual em som, Ser igual em graça Ao pássaro leve, Que esvoaça... Tudo isso eu queria! (Ser fraco é ser forte). Queria viver E depois morrer Sem nunca aprender A gostar da morte.

Amei-te? Sim. Doidamente! Amei-te com esse amor Que traz vida e foi doente...
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Amei-te? Sim. Doidamente! Amei-te com esse amor Que traz vida e foi doente... À beira de ti, as horas Não eram horas: paravam. E, longe de ti, o tempo Era tempo, infelizmente... Ai! esse amor que traz vida, Cor, saúde... e foi doente! Porém, voltavas e, então, Os cardos davam camélias, Os alecrins, açucenas, As aves, brancos lilases, E as ruas, todas morenas, Eram tapetes de flores Onde havia musgo, apenas... E, enquanto subia a Lua, Nas asas do vento brando, O meu sangue ia passando Da minha mão para a tua! Por que te amei? — Ninguém sabe A causa daquele amor Que traz vida e foi doente. Talvez viesse da terra, Quando a terra lembra a carne. Talvez viesse da carne Quando a carne lembra a alma! Talvez viesse da noite Quando a noite lembra o dia. — Talvez viesse de mim. E da minha poesia...