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Frase de Andre Rodrigues Costa Oliveira

DISSE-ME O CAPITÃO DO BARCO Disse-me o capitão do barco Que eu navegasse Sem a afoiteza dos que amam Mais do que Intensamente. Disse-me o capitão do barco Que na direção ajuizada Eu chego ao Mediterrâneo que tem ondas Que não batem tão Intensamente. Disse-me o capitão do barco Que no mar do Japão Não existe a salinidade exacerbada Tal qual a desilusão que, indigesta, queima tão Intensamente. Disse-me o capitão do barco Que na escuridão do oceano O farol se torna invisível Aos que teimam em amar sozinhos e Intensamente Disse-me o capitão do barco Que a perda do amor eterno Eterniza igualmente flutuada melancolia Do marinheiro que embriagado há de afogar-se Intensamente

Andre Rodrigues Costa Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Andre Rodrigues Costa Oliveira

QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo De pessoas e de diferenças Aviltantes
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QUANDO BUSCO AS CRIANÇAS NA ESCOLA Quando busco as crianças na escola A curiosidade me consome por inteiro Porque lá existe um universo De pessoas e de diferenças Aviltantes Observo ao chegar mais cedo Tantas e tantas mulheres Com as infinitas faces E os seus arroubos tão distintos. Noto a mãe mais devotada Cuja principal beleza é indisfarçável Por entre as roupas informais E os cabelos presos E que levam as imaginações ao infinito. Há também aquela executiva Sempre muito bem vestida E que se adorna de frieza altiva Disfarçando que é só menina desejosa de amor sincero E de alguém que lhe proteja. Vejo as mulheres participativas Criadoras de debates e polêmicas Organizando o teatrinho do colégio Para que olvidem rotinas melancólicas Amargadas como fel daquilo que em tese deveria ser um lar em harmonia. Não existe como não notar A genitora que ao mesmo tempo em que recebe os filhotes e os beija com saudades e sorrisos (quase que em desespero) Vive um dia-a-dia atropelado entre compromissos e maternidade Já que tem um ex-marido cafajeste e descomprometido. Sinto o perfume enjoativo Da mulher que busca o filho Com indiferença e mau-humor contagiosos Vez que não queria estar ali buscando o filho E ainda muito menos ter o tal do filho. Eu também desvendo mães que foram já colegas minhas Na infância ou na adolescência Algumas até me reconhecem Outras reconhecem, mas me ignoram E assim me questiono como se daria Se tivéssemos ficado juntos Construindo vidas em uníssono. E divirto-me, no fim de tudo Com alguns homens estúpidos Que puxam as conversas mais estúpidas A fim de seduzirem as mulheres - nada estúpidas - que estão ali na escola (Esses, com certeza, necessitam é de muito mais maturidade) Porque desconhecem o lirismo da conversa casual E que inflama os nossos corações e almas Demonstrando que a vida nos reserva várias surpresas E, quiçá, famílias novinhas em folha Esculpidas E escritas Entalhadas Costuradas Na escola das crianças.

NAMORO À DISTÂNCIA Na quinta feira eu a busco na rodoviária E a gente vai para casa
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NAMORO À DISTÂNCIA Na quinta feira eu a busco na rodoviária E a gente vai para casa E não se acanha nem mesmo no elevador do prédio E espalha as roupas e sapatos e mochilas pelo chão do apartamento E ali ficamos, em silêncio de pequena morte. Já na sexta feira levantamos tarde Só que acordamos cedo Despertados pelo maior dos desejos Quando assim começa o dia Entre gozos e gemidos E com a cama antiga rangendo desesperada Cada vez mais alto. Sábado é dia de receber amigos sempre tão queridos E eu fico orgulhoso de mãos dadas Quase que me exibindo aos convidados Com a minha namorada tão maravilhosa E que veio para estar no feriado Ao meu lado Fazendo o nosso almoço italiano E encantando com o seu sorriso A todos os ali presentes. Domingo bem cedo andamos de bicicleta lá no parque da cidade Visitamos os meus pais idosos Almoçamos uma barca de comida japonesa Mas alguma coisa (Eu já sinto) Está severamente errada. O dia transcorre O meu enfado já está patente A minha irritação fica notória O mau-humor impera E a minha namorada inaugura o pranto mais discreto Disfarçado e silencioso Sem saber o que de fato Está conosco acontecendo. Não se culpe, namorada Porque a distância é que não permite Que entremos Com recíproca e com entrega Na estranha liturgia de nossas rotinas A centenas de quilômetros distantes E assim eu sinto que sou invadido Alcunhando-lhe covardemente como Invasiva Estrangeira Forasteira E você, por consequência Sente medo e insegurança Acionando a perigosa chave de ciúmes Com as reações de defensiva clássicas. E é quando, então, a gente briga de verdade E a gente chora junto E eu deixo você na rodoviária no início da noite Em silêncio de sepulcro E dessa maneira o feriado acaba. Eu preciso ter você mais perto Eu preciso ter você no dia-a-dia Eu preciso viajar mais vezes Eu preciso que retorne muitas outras vezes E que nos comprometamos com o fato de que somos a prioridade um do outro. Eu preciso lhe pedir desculpas E dizer mil vezes o quanto eu a cada dia mais Te amo. E dizer também que a sua mera existência dá sentido à minha vida.

O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso?
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O QUE FAÇO COM ESSA MENINA? O que faço com essa menina que se acha feia? O que faço com essa menina que, timidamente, diz aos quatro ventos que se encontra acima de seu peso? O que faço com essa menina que disfarça o próprio corpo vestindo camisas largas e calças folgadas? O que faço com essa menina que esconde o rosto porque acha que está demasiado flácido? Devo eu dizer a ela que o seu sorriso é a maior das alegrias dessa minha vida? Devo eu dizer a ela que apenas a sua sutil lembrança me aflige em desejo incontrolável? Devo eu dizer a ela que a sua perspicácia transforma o planeta em um lugar mais habitável, mais inteligente e mais esperançoso? Devo eu dizer a ela que o seu humor não apenas contagia a todos, mas vicia e entorpece o mais reticente dos humanos? Como devo convencê-la de que é perfeita? Como devo convencê-la de que é a cada dia mais apaixonante? Como devo convencê-la de que hei de amar intensamente cada gesto e cada uma das palavras suas até o final dos tempos? Como devo convencê-la de que morreria pleno e confiante ao seu lado? Será mesmo que essa moça notará que jamais foi escrava de modismos de consumo e de estética? Será mesmo que essa moça notará que ela é una e que intimida aqueles que se auto- denominam como audazes Casanovas? Será mesmo que essa moça notará que tem o dom de arrebatar aquilo que deseja a todo tempo e a todo modo? Será mesmo que essa moça notará que eu renegaria tudo para repousar silente e em calmaria, por entre as suas pernas? Abra os olhos. Eu lhe aguardo ansioso.

As pessoas que nos trazem assuntos ditos por terceiros sobre nós mesmos – imbuídas no suposto intuito de nos ajudar e de alertar sobre alguma coisa – são normalmente as pessoas mais perigosas. Usam a autoproclamada “experiência” ou a “vivência da idade” a fim de espalhar a mais p…
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As pessoas que nos trazem assuntos ditos por terceiros sobre nós mesmos – imbuídas no suposto intuito de nos ajudar e de alertar sobre alguma coisa – são normalmente as pessoas mais perigosas. Usam a autoproclamada “experiência” ou a “vivência da idade” a fim de espalhar a mais pura e odiosa fofoca. Jamais se esqueçam: quem traz, também sempre leva.