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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

FRIO (cerrado) Quem o contentar dirá destas noites de frio? Corre no cerrado de galho a galho, arrepio Dum vento seco e bravio. E eu, aqui tão só Em queixas caladas, calafrios, é de dar dó Recolhido na tristeza do invernado cerrado Cheio de solidão, de silêncio e de pecado... Que corrosiva saudade! Esquisita e estranha Uma está lembrança forjada na entranha Do inverno, caída de outrem, fluindo amargor Onde, em sombrio sonho, eu vivendo a dor Sem querer, na ingratidão, com indiferença No vazio da retidão, da ilusão e da crença Que acirrado frio, sem piedade, ofensivo Que me faz reclusivo, neste cárcere cativo Insano, em vão, duma melancolia lodaçal Que braveja, me abraça e me faz tão mal... Por que, pra um devaneador esta paragem Que ouriça, e é tão deslocada de coragem? Ah! quem pode me dizer pra que assim veio? Se está tortura é passageira, assim, eu creio. E a minha miséria aberta, escorre pelo olhar Receio... e mais gelado fica em mim o pesar. Uma prosa alheia, uma penitencia escondida Se é só o frio, por que esta insânia homicida?... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 14 de julho de 2019 00’17”, Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano