Frase de Augusto dos Anjos
Idealismo Falas de amor, e eu ouço tudo e calo! O amor da Humanidade é uma mentira. É. E é por isso que na minha lira De amores fúteis poucas vezes falo. O amor! Quando virei por fim a amá-lo?! Quando, se o amor que a Humanidade inspira É o amor do sibarita e da hetaíra, De Messalina e de Sardanapalo?! Pois é mister que, para o amor sagrado, O mundo fique imaterializado — Alavanca desviada do seu fulcro — E haja só amizade verdadeira Duma caveira para outra caveira, Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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