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Outras frases de Rogaciano Leite

DÉCIMAS PARA O AMOR Amar não é expandir-se Em termos de exaltação,
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DÉCIMAS PARA O AMOR Amar não é expandir-se Em termos de exaltação, Sete cores nas palavras, Coroando a louvação! Não é a ardente promessa Que quase sempre professa Do sentimento o valor! Não é nos lábios a jura Que com certeza assegura A eternidade do Amor! Não é o vínculo frágil Da intempestiva paixão, Que à maneira como surge Se desfaz no coração! Como o sopro da tormenta Que deixa marca violente, Para depressa partir! Que tem o sentido breve, Dura o tempo do interesse, Pois antes que aparecesse Já começa a ruir! Não! Não! O Amor verdadeiro A mais alto nos conduz, Por estradas de renúncias Alcatifadas de luz! É Árvore generosa Na gleba do coração! Na benção da Caridade, Só dá frutos da Bondade, Só dá flores do Perdão!

Quando falas porque vivo rindo Também falas por viver cantando Se a vida é bela e este mundo é lindo
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Quando falas porque vivo rindo Também falas por viver cantando Se a vida é bela e este mundo é lindo Não há razão para viver chorando. Cantar é sempre o que a fazer eu ando Sorrir é sempre meu prazer infindo Se canto e rio, é porque vivo amando Se amo e canto, é porque vivo rindo. Se o pranto morre quando nasce o canto Eu canto e rio pra matar o pranto E gosto muito de quem canta e ri Logo bem vês por estes dotes meus Que quando canto estou pensando em Deus E quando rio estou pensando em ti.

Se Voltares Como sândalo humilde que perfuma O ferro do machado que lhe corta,
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Se Voltares Como sândalo humilde que perfuma O ferro do machado que lhe corta, Eu hei de ter minha alma sempre morta Mas não me vingarei de coisa alguma. Se voltares um dia à minha porta, Tangida pela fome e pela bruma, Em vez da ingratidão, que desconforta, Terás um leito sobre um chão de pluma. E em troca dos desgostos que me deste, Mais carinho terás do que tiveste, E os meus beijos serão multiplicados. Para os que voltam pelo amor vencidos, A vingança maior dos ofendidos É saber abraçar os humilhados.

Dois grandes destinos Ontem, dois grandes destinos Dois sonhos divinos
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Dois grandes destinos Ontem, dois grandes destinos Dois sonhos divinos Dois alegres ideais Hoje, dois olhos tristonhos Duas mortalhas de sonhos Desilusões, nada mais Ontem nos nossos passeios Havia música e enleios Perfumes, flores e canção Hoje pela nossa estrada Resta uma sombra enlutada Folhas secas, solidão Ontem a lua furtiva Testemunha festiva Nós dois conversando a sós Hoje, triste e pezarosa Se escondeu, fugiu de nós Ontem nossas mãos unidas Apertavam nossas vidas Na febre do nosso amor Hoje distantes e vazias Apertam nas noites frias Um nome, um verso e uma flor Ontem, dois grandes destinos Dois sonhos divinos Dois alegres ideais Hoje, dois olhos tristonhos Duas mortalhas de sonhos Desilusões, nada mais