Frase de Jorge Antosko
Soneto da Carta ao Araújo No teu quarto quieto, lotado de sonhos Que tu vivencias, na mais sóbria graça, Te digo, meu amigo: o tempo passa Enquanto vivemos dias enfadonhos. Depois de nós, tudo seguirá o mesmo, Assim como já eram as coisas antes, Hão de haver boêmios e delirantes Para ocuparem os bares, a esmo. Mas sonhador como tu, não haverá igual: Seja nesta, ou em qualquer galáxia, És para sempre, excêntrico e único. E me é consolo, saber que ao final Serás tu a árvore asclepidácea A enfeitar meu esquecido túmulo.
No pensador.ai desde