Frase de Jorge Antosko
Às vezes, acho que engolir tanto sapo me deu coaxo.
No pensador.ai desde
Às vezes, acho que engolir tanto sapo me deu coaxo.
No pensador.ai desde
Soneto do Amor Maior Ao meu amor maior, que me guia, Trago-lhe, aos prantos, minhas angústias.
Soneto do Amor Maior Ao meu amor maior, que me guia, Trago-lhe, aos prantos, minhas angústias. Só tu és quem ouve as minhas súplicas - Quero viver em tua alegria. Vem de ti a luz que me irradia, Que finda as cóleras, tão múltiplas. Mesmo que venhas às horas últimas, Preenches o vazio de todo um dia. E quando as tristezas triunfarem Sendo a solidão absoluta, Hei de me tranquilizar, sabendo: Elas não tardarão a cessarem; Cada lágrima será enxuta Quando ao teu lado eu estiver vivendo.
Soneto da Carta ao Araújo No teu quarto quieto, lotado de sonhos Que tu vivencias, na mais sóbria graça,
Soneto da Carta ao Araújo No teu quarto quieto, lotado de sonhos Que tu vivencias, na mais sóbria graça, Te digo, meu amigo: o tempo passa Enquanto vivemos dias enfadonhos. Depois de nós, tudo seguirá o mesmo, Assim como já eram as coisas antes, Hão de haver boêmios e delirantes Para ocuparem os bares, a esmo. Mas sonhador como tu, não haverá igual: Seja nesta, ou em qualquer galáxia, És para sempre, excêntrico e único. E me é consolo, saber que ao final Serás tu a árvore asclepidácea A enfeitar meu esquecido túmulo.
Noite em Astana Na noite chuvosa, clamo Pela tua presença.
Noite em Astana Na noite chuvosa, clamo Pela tua presença. A saudade é imensa - Maior que a própria distância. Aqui, neste continente, No extremo Oriente, Enxergo o teu retrato E a desejo, com ânsia, Entre os fusos horários, Que me infundem a lembrança; Eu me afundo no choro, E longe, você descansa.
Ode ao Vidro O vidro que estilhaça estraçalha-se em pedaços,
Ode ao Vidro O vidro que estilhaça estraçalha-se em pedaços, estirando-se em migalhas, espalhando-se no espaço. Extraindo-se de si, entrega-se à sua quebra, segrega-se aqui e ali — porque caco não tem regra.