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Frase de Santos Vasconcelos

Mundo, este poema I Não me atrevo a falar sobre as pessoas Nem sobre os trajes humanos, desenvolvidos Filhos da faminta industrialização Fetos de insetos, merdívoros, repugnantes O homem venera a destruição Guerra, fome produz inocência Inocência produz o novo produto Consumido pelos merdívoros Em cada hemisfério suas fumaças sobem Cavando o buraco onde se põem os ovos Impregna-se Porém a lentidão dos olhos não vê É fugaz, essa evolução merdívora Pena... Pena tem-se de um copo d’água Metamorfoseado em vinho Produtos alcoólatras Que desperdiçam o fruto pela decadência II Nas antigas alamedas Hoje as ciências obscuras Não haverá mais o novo velho Cientificamente haverá o velho novo Imerge-se e emerge-se Através de uma nova Lei Gravitacional Tecnológica As lágrimas coroem o rosto Os próprios Oceanos consomem os peixes O ar irrita os olhos E a terra, estas várzeas continentais, absorve os pequenos seres... Mas há um lugar... Um lugar onde esse poema se dissolve Não se sabe bem onde Talvez no futuro de uma criança Ou no coração moribundo de um velho Ou no significado das palavras de uma dócil mulher Um lugar onde os olhos adormecem E o mundo é mundo.

Santos Vasconcelos

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Pensador.com

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Notas Ver a alegria correr os olhos em devaneio É incansável, incessante.
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Notas Ver a alegria correr os olhos em devaneio É incansável, incessante. Lembro-me das boas memórias. Um dia era a noite, memórias eternas. Apesar de tanto tempo... ainda somos parte do momento.

Por que dizer adeus? Nos tempos velhos da infância; A fantasia do dia nos consome;
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Por que dizer adeus? Nos tempos velhos da infância; A fantasia do dia nos consome; Sol e chuva em mesma estância; Abstinência de banho e fome; As ruas nos pertence em alma frágil; Não há nem penitência ou alvará; O dia não cede à noite o sufrágio; E todos os dias vem cedo nos acordar; Então por que dizer adeus? Essa palavra tão triste e nostálgica? Adeus de tantas maneiras Simples, subjetiva, discreta, cálida. Então por que dizer adeus? Não há de formas meigas O adeus que herda lágrimas São fendas no abismo O momento que se afaga Subitamente em silêncio nossas almas.

Conhecimento O que pensar do ser pensante? O homem.
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Conhecimento O que pensar do ser pensante? O homem. Pensam de tantas maneiras, porém impensantes; Atrelam o meio ao fim, e o marco á vindima. Rosas maculadas que desferem caos. Caóticos e deslumbrantes: assim são os homens. Nesses traços peculiares, deixam o medo. Não dorme cedo ou chega tarde, o medo. Constroem o novo e esquecem o velho. Urutus indecorosos que emancipam a hecatombe. Resplandecentes e minazes: assim são os homens. Poucos diferentes de muitos poucos mortos ou vivos, de poucos lugares, paulatinamente vagos e impregnados: assim são os homens.