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Frase de Raimundo Candido

Bodega Às vezes, no rústico balcão de velha tábua enegrecida o tempo parava… Às vezes, o vento passava e o papel de embrulho acenava convidando o cliente a absorver o aroma pungente de couro curtido que se irradiava no ar… Só a velha balança parada com os pratos vazios ponderava o que havia de sabor no denso langor de algo invisível a indicar que a tarde se dissipava pesarosa a chorar… E quando vinha freguês Antonio, Maria ou João de caderneta na mão fiava o açúcar, a farinha, num embrulho feito com arte com dedos magros da mão de um bodegueiro artesão!

Raimundo Candido

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ultimamente, tenho carregado demasiado peso: ausências indefinidas, presenças indesejadas e saudade de um doce sal que jamais provei!

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Abutres Então patrulham o indelével rastro das visagens que se diluem aos abutres! Então farejam o odor mórbido do último suspiro que se avigora aos abutres! Então grasnam transcendentes ao pendor fúnebre que se oferta aos abutres!