Frase de Raimundo Candido
Bodega Às vezes, no rústico balcão de velha tábua enegrecida o tempo parava… Às vezes, o vento passava e o papel de embrulho acenava convidando o cliente a absorver o aroma pungente de couro curtido que se irradiava no ar… Só a velha balança parada com os pratos vazios ponderava o que havia de sabor no denso langor de algo invisível a indicar que a tarde se dissipava pesarosa a chorar… E quando vinha freguês Antonio, Maria ou João de caderneta na mão fiava o açúcar, a farinha, num embrulho feito com arte com dedos magros da mão de um bodegueiro artesão!
No pensador.ai desde