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Frase de Antero de Quental

Mors Amor Esse negro corcel, cujas passadas Escuto em sonhos, quando a sombra desce, E, passando a galope, me aparece Da noite nas fantásticas estradas, Donde vem ele? Que regiões sagradas E terríveis cruzou, que assim parece Tenebroso e sublime, e lhe estremece Não sei que horror nas crinas agitadas? Um cavaleiro de expressão potente, Formidável, mas plácido, no porte, Vestido de armadura reluzente, Cavalga a fera estranha sem temor: E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!" Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Antero de Quental

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Meus dias vão correndo vagarosos, Sem prazer e sem dor parece Que o foco interior já desfalece E vacila com raios duvidosos. É bela a vida e os anos são formosos, E nunca ao peito amante o amor falece... Mas, se a beleza aqui nos aparece, Logo outra lembra de mais puros gozos. A outros céus aspira: Se um momento a prendeu mortal beleza, É pela eterna pátria que suspira... Porém, do pressentir dá-ma a certeza, Dá-ma! e sereno, embora a dor me fira, Eu sempre bendirei esta tristeza!

Ideal Aquela que eu adoro não é feita de lírios nem de rosas purpurinas,
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Ideal Aquela que eu adoro não é feita de lírios nem de rosas purpurinas, não tem as formas lânguidas, divinas, da antiga Vênus de cintura estreita. Não é a Circe, cuja mão suspeita compõe filtros mortais entre ruínas, nem a Amazona, que se agarra às crinas dum corcel e combate satisfeita. A mim mesmo pergunto, e não atino com o nome que dê a essa visão que ora amostra ora esconde o meu destino. É como uma miragem que entrevejo Ideal, que nasceu na solidão, Nuvem, sonho impalpável do Desejo...