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Frase de Italo Samuel Wyatt

POEMA MAS INTIMISTA DO MUNDO (PARA OS ANDES, NA TOADA DE PABLO NERUDA) PUEDO escribir los versos más tristes esta noche. Este poema que despertou-me tantas catarses durante a vida tornou-se um retrato piegas e emporcalhado na lembrança. Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada, y tiritan, azules, los astros, a lo lejos". El viento de la noche gira en el cielo y canta. Toda esta composição do cosmos, agora reflete o voo de uma borboleta o cravo pregado no peito do passarinho a insinuação mansa e irregular dos amantes. Ella me quiso, a veces yo también la quería. Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos. Amei e fui amado. Rejeitado. Desprezado. até consumar-se a oratória do poeta popular: SÓ SOU GRANDE SE SOFRER! La misma noche que hace blanquear los mismos árboles. Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos. Já não somos os mesmos. E será que fomos algum dia? entortamos os nossos destinos na curva da aliança? fizemos arquétipos pessoais? ya no somos los mismos! tampouco, o verbo intransitivo direto: amar. De otro. Será de otro. Como antes de mis besos. Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos. E isso: consola-me. Eis que a primavera floreou os meus braços não te pertencem mais nem o beijo a voz o corpo meus olhos. O meu olhar já tem a quem... Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero... Não quero. Pois já tenho a parte desejada a rama do outono o verão do vale a manhã que entra pela janela. aquela foi a última dor pois o meu caminho tornou-se valsa tango transeuntes desesperados e a inspiração do aconchego de meu novo amor.

Italo Samuel Wyatt

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Pensador.com

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; é como se, diante disso tudo, eu visse (sozinho) a aguinha do córrego marejar debaixo de uma ponte velha. Lembro-me sempre daquele belo quadro da copa de minha avó a figurar pieguices de camponesas, pobres camponesas. O lustre não suportou tamanho calor: frangalhos. Onde ficou meus suores, meus pelos despetalados, os beiços cintilantes? Sei lá. ... só ficou a poesia. O restante na estante, o mar levou. Subverto sinais gráficos, afronto a língua, blasfemo as compilações e sintaxes. Deus habita nas ruas vazias de minha alma, naquele solzinho gostoso que, vez em quando, põe a vista barquinhos fagueiros. ? Onde está você. Pois seja cada linha dessas não-ditas nas entrelinhas: inevitável e inconscientemente: saudade:

DESCOBRIMENTO (A João Cabral de Melo Neto) Quando durmo, os ardores tropicais fazem-me chacoalhar na cama. Então, vejo o Cabral descobrir-me - o filho do Brasil. Ele vem, sorrateiramente e sonso como quem conduz - da proa - a primeira embarcação. E adentra nas áridas terras do…
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DESCOBRIMENTO (A João Cabral de Melo Neto) Quando durmo, os ardores tropicais fazem-me chacoalhar na cama. Então, vejo o Cabral descobrir-me - o filho do Brasil. Ele vem, sorrateiramente e sonso como quem conduz - da proa - a primeira embarcação. E adentra nas áridas terras do meu peito de poeta, enfinca bússola no vazio-caatinga, dá-me sonhos de fogo, ladainhas, murmúrios e desvãos. Assim, comunica com os meus reis e musas além-continente, além sete-chaves, além-Luzidia: Península-Ibérica-Mais-Pra-Espanha-Sevilha. Depois de furar a pedra do sono, abre a porta com uma faca só lâmina. Vai-se embora, caminhos agrestes. Fico no desvario, a tecer o amanhã. João, é tu que me colonizas!