Frase de Juán Pablo
A MORTE DO AMOR Hoje o amor acordou tão triste, Decaído... Vagou pelos corredores da veia, banhado Por sangue. Deleitou-se na cama, ardeu, ardeu E morreu! O amor era branco, lindo, puro, agora É defunto. O amor desenhou, pintou, e sorriu até Que apodreceu. O amor jurou, pediu, amou, esperou E sucumbiu. O amor fendeu a carne, postou-se alto E caiu. O amor desfilou pela calçada, sorriu E caiu. O amor tentou ser plano em seu auge E caiu. Sob goles de uísque, bocas estranhas Com regalos Coroados com a volúpia efêmera De uma noite Tão curta e turva, o amor sucumbe Novamente. Passe-lhe a mão nos olhos, os feche, Relembre O queimar juvenil e pacífico de um amor De outrora. O amor morreu! Enterre-o agora No céu. Ao passo que o amor adentra Na terra, O dinheiro e o poder assumem O lugar Nos corredores da veia, nos púlpitos, Na cadeia, Na sombra e água fresca. Faltaram lágrimas para velar o amor, Estavam Todos trabalhando, pobre do amor! ‘Pobres’ do amor. Que só teve alguns poetas sob sua guarda Em sua morte. Os poetas tentaram fazer o amo Resistir. Mas pobre do amor Que não conseguiu Tirar a atenção da luxúria, Da avareza, Do dinheiro sangrento que colhe... Tirar vida.
No pensador.ai desde