Frase de Evan do carmo
O Limiar No limiar, onde o tempo hesita, o vento não sopra e o silêncio grita, há um abismo entre o que fui e o que, talvez, nunca serei. Ali, os dias se dobram em espelhos, refletem rostos que nunca usei, são máscaras deixadas pela alma no altar daquilo que não ousei. No limiar, a luz é frágil, um fio tênue entre o claro e o escuro, e os passos ecoam no vazio como perguntas sem futuro. O que há além? Um nome? Um rosto? Um eco que devolve a vida ao posto? Ou apenas o silêncio denso, onde tudo cessa, até o intento? No limiar, encontro-me nu, despojado de sonhos, de medos, de véus. Sou pó, sou tudo, sou nada, um grão perdido entre céus. E quando cruzo, se cruzo, não levo certezas, mas sinto o pulsar: um suspiro que rasga o infinito e deixa o agora se perpetuar.
No pensador.ai desde