Frase de Júlia Figueiredo
(...), então, ela se identificava com um pequeno lago a nutrir apenas quem está às margens. E o que é a essência de um mar represado num pequeno lago? É a dor da contenção oceânica. Quer saber como ela sente? Entrelace bem forte os dedos das mãos. Agora faça muita força para descruzá-los, mas não deixe que isso aconteça - MAIS FORÇA!!!! - até que seu corpo estremeça por completo. A vontade de se libertar dessa amarra é a única coisa que importa agora. Os ossos doem, os dentes enrijecem, você precisa de espaço, precisa fluir, se expandir. É assim, exatamente assim, que ela se sente muitas vezes. Com a imensa necessidade e fúria de romper as barragens, de abrir caminhos, de marejar poros afora toda essa água represada.
No pensador.ai desde