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Frase de Ricardo Maria Louro

E O MUNDO CONTRAPÕE I Da natureza deste mundo de vaidade nada resta além do que é triste e banal, ser Cristão é assumir uma Verdade, ser Bem-Aventurado, não ser igual! Felizes dos que são pobres em Espirito! E o mundo contrapõe: Felizes os poderosos, aqueles que dominam, os que dando um grito dizem, coitados desses tolos generosos ... Felizes são os mansos de coração! E o mundo contrapõe: Felizes são aqueles que estando em solidão geram violência e solidão... Felizes daqueles que choram p’lo caminho! E o mundo contrapõe: Felizes daqueles que tendo tudo sentem que mandam no destino ... II Felizes dos que querem a Vontade de Deus! E o mundo contrapõe: Feliz és tu se fores livre de um Deus ultrapassado que diz que vais p’ro Céu se sofreres em silêncio e o seguires ... Felizes dos que tratam os outros com Misericórdia! E o mundo contrapõe: Não se impressionem com a miséria nem a fome, elas são próprias da natureza humana, não se emocionem ... Felizes são os sinceros de coração! E o mundo contrapõe: Felizes dos que mentem porque a mentira alimenta a elevação ... Felizes os que constroem a paz entre todos! E o mundo contrapõe: Felizes dos que não sentem medo de viver em guerra dominando os outros ... III Felizes os que são perseguidos em nome de Deus! E o mundo contrapõe: Felizes os que sobem na vida sem pensar nem olhar a quem sofreu gerando em seu torno dor e dúvida... Eis a diferença entre dois reinos tão duais! O Reino de Deus não é o reino dos Homens! O Céu e a Terra são realidades desiguais onde alimentos tão diferentes se consomem ... E continua a ecoar no mais dentro de nós: “Sede hospitaleiros com os outros!” Façam-no sem murmurar! Guardai a voz ... Acolhei os Peregrinos, dai as mãos, vede, todos os cuidados serão poucos porque Cristo está no olhar de cada Irmão! Inspirado no discurso do Sr Reitor Manuel Maria Madureira da Silva, Cónego da Sé de Évora e Prior de Santo Antão em noite de Novena à Senhora da Conceição na Catedral de Évora. Évora 5 de Dezembro de 2017

Ricardo Maria Louro

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Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem
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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!