Frase de Jorgeane Borges Photograph
Havia uma mulher que colecionava silêncios. Não porque gostasse deles, mas porque eram o único lugar onde conseguia descansar o coração. Todas as noites, ela deixava uma vela acesa na janela. Não era para iluminar a rua, era um aviso para si mesma: ainda havia esperança acordada dentro dela. Um dia, o vento entrou sem pedir licença e apagou a chama. A mulher pensou que tudo tinha acabado. Mas foi no escuro que ela percebeu: o calor não vinha da vela, vinha dela. Desde então, aprendeu a caminhar mesmo quando a luz falta — levando no peito o que nunca se apaga.
No pensador.ai desde