Frase de Antônio Carlos Pinheiro
RÉPLICA DO POEMA: AMOR, NOVO AMOR! Sim, esse amor que te procura que te abraça? Aos poucos vai te seduzindo mansamente, Não é um manto celestial, é bem terreno, Que quer te ver toda enlaçada nos meus braços Que te balança em melodia das esferas, Que te convida a viajar pelas estrelas! De onde é que vem esse outro alguém que te entontece? Que te desperta de um torpor, de uma aflição, Que te oferece olhos e mãos a cada dia, Que dessedenta essa tua sede quase eterna, Que bem te “escuta” nas tuas horas de tristeza, Que fica atento ao que reclamas, noite e dia! De onde é que vem esse parceiro que te espanta? Que traz conforto, lenitivo quando sofres... Que satisfaz o necessário ao dar afago, Que te atordoa toda a alma em beijos longe, Que te dá calma ao corpo inteiro com carícias! De onde é que vem, feitio de gente, mas é anjo? Se não me vês, sentes, contudo, uma presença... Lenta, silente, pouco a pouco te invadindo... A um só tempo, o coração, o corpo, tudo, E ganha forma, cresce em torno de ilusões Criando espaço em teu espaço, todo em ti, Vem calmamente, leve pluma como a brisa, Pra te tomar, depois, inteira, para mim! Não vem de longe, de tão longe, de além-mar! Sem pedigree, é teu vizinho, pé-no-chão. É caipira, nordestino, é sofredor. É brasileiro, fala a língua que aprendeste, Mal veio ao mundo, em tudo somos muito afins. E sendo assim, meio poeta se diz ser, Tem romantismo, tem carinho para dar, Não vende, oferta, do que tem dá para mim.
No pensador.ai desde