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Frase de tadeumemoria

À LUZ DE LAMPARINA Tem uma mensagem expressa no neon do outdoor, O mundo se acaba na Europa, Horizontes em chamas também na Califórnia, Eu tento, à luz de lamparina uma frase de amor... Eu acho que pirei completo, Não sou poeta muito menos arquiteto, Talvez uma loucura me sustente; Talvez o que sustenta esta loucura O suave perfume das flores, A brisa e acreditar que deus sou eu... Ah, meu amor, os loucos bebem o orvalho da madrugada E a minha sede é de sorrisos estampados, O ódio se alimenta de carnificina E a minha rima nasce santa Porque até as cicatrizes indeléveis trazem ensinamentos. Eu nunca fui sozinho assim, eu sempre fui solitário; Mas meu amor, esta ternura de falar sozinho Talvez seja influencia do meu signo sagitário, Eu olho estrelas... Constelações me deixam consternado; Quantos mundos, quantos Raimundos e Edmundos, tantos otários E a solidão universal dos nossos olhares Dói muito menos que a inanição da África Mas as insignificâncias nada significam, As insignificâncias não significam nada o mundo se acaba e o que teremos sido uns sozinhos, muitos sós e outros solitários...

tadeumemoria

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Pensador.com

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ainda não inventaram as palavras que definam a essência de ser mãe
Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
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Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma, Depois vem outro dia com outras necessidades Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber O que verdadeiramente é belo O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos; Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...

REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas
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REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas Eu teria uma vida mais longa... Há cinco segundos atras Eu era mais jovem quinze segundos Somando-se dez segundos Que eu levei pra escrever esta frase Há dez minutos eu tento falar Que o tempo passa E implacavelmente deixa suas marcas... Há quanto tempo tento falar desse enigma Outros olhares, outras palavras, outros rios E o rio passa em mim há quantos séculos Outras palavras não explicaram Ou não foram compreendidas E o tempo tingiu nossas cãs Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores E pensávamos que sabíamos de tudo Mas o tempo muda as paisagens Verga nossas espinhas e embaça os horizontes Mas nós poetas escrevemos E libertamos pássaros em revoadas E nesse bater de asas divino De editar sentimentos, alguma coisa muda E navegamos incólumes às vicissitudes naturais O individuo perece mas o poeta é imortal

JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava
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JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava A galinha porque cacarejava, Matou o avô de quem não gostava muito A avó porque reclamou do suco O tio porque era um vadio A tia porque criava cutias Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia Matou seu Mané no boteco Porque botava boneco quando bebia Josefa matou o carteiro porque não dava notícias Josefa matou a enteada Porque falava no ex-marido O finado morreu de um pirão que comeu Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou Seu último companheiro morreu de martelada Desconfiado não queria comer nada... Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro Rever todos os que partiram Sabe que morreu faz tempo Mas o tempo não quer saber de Josefa...