Pular para o conteúdo

Frase de Taciana Valença

RECADO E pensar que ainda não temos muito a comemorar, apenas a seguir e continuar na luta. Será que, um dia, após tantos debates, tanta "evolução", a mulher conseguirá acabar com o preconceito, a desvalorização, a violência, o abuso sexual, a jornada interminável de responsabilidades sem o devido reconhecimento? Onde estão os filhos paridos? Por que carregar o feminino como sub se em um ventre foi gerado, desenvolvido e, pelo mais sagrado dos atos, parido? O que é que há que no lugar de um endeusamento há a violência, o preconceito, o descaso pelo trabalho excessivo e tantas outras formas de desvalorização? O que é que há nesse mundo que algumas coisas não mudam? Por que a luta dobrada, a necessidade de uma rebeldia para se impor uma voz que naturalmente poderia ser ouvida e respeitada? Por que as mãos em sinal de pare quando poderiam estar unidas usando forças que se completam? Até quando? Março, apenas um mês para lembrar que muita coisa ainda continua igual, talvez algumas piores. Mas para lembrar, também, que não desistiremos de lutar contra os que nos desvalorizam e oprimem. Somos sensíveis, fortes, objetivas e sonhadoras. Aliamos a luta a um sonho, esteja ele onde estiver, seja qual for a estratosfera. Enquanto houver discriminação, feminicídios, desvalorização, abuso e tantas outras formas de preconceito, estaremos lutando e atentas. O nosso forte é sentir, mas com os pés bem fincados no chão. Confiamos desconfiando, porque assim nos fizeram através do tempo. Somos as ditas rainhas do lar, mas escravas de uma sociedade machista e hipócrita. Mas enquanto houver vida estaremos atentas, umas às outras, lutando por um espaço que nos caberia sem lutas, mas o mundo é isso, feito de guerras, lutas e guerrilhas. Mês de março, dia 8 de março. Apenas um mês e um dia de alerta geral, mas estamos em vigília uma vida inteira, e isso é exaustivo e seria desnecessário, caso o ser humano fosse realmente humano e desenvolvido espiritualmente. Mas fica aqui um recado: A GENTE NÃO CANSA!

Taciana Valença

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Taciana Valença

Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba
Continuar lendo

Homenagem ao teu dia És alma que me foges a todo momento Nas alegrias tão boba Nas tristezas um só lamento Insistir em ti ... É como jogar Oferendas ao mar Que engole cada palavra Ou quem sabe Carrega para as profundezas Para a calma do desfrute Ou mesmo devolve Cuspindo à beira Devolvendo indignada Uma enxurrada de besteiras Mas perdoa-me Pelas faltas de acertos Por esquecer palavras Nos cantos dos becos Por às vezes ser este oco Como mato cortado por um louco Tú que tanto és pra mim Pelo que te sou tão pouco

Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada
Continuar lendo

Adiante ao sereno veio a neblina Pano de fundo p'ruma garoa constante e fina.... Adentra a noite atento à madrugada Driblando o frio no espinhaço Com o coração aquecido de lembranças ... Cães ladram rasgando o silêncio Pensas em lobos uivando lamentos... Saudade traduzida em lágrimas Fundem-se aos pingos da chuva Num quadro-disfarce acomodado Como uma luva... Palavras, sussurros, risos Ecoam em teus ouvidos... Cheiros, momentos e imagens Compõem a noite viagem Um vulto mulher parece delírio Mas creia São desejos que rondam Em ondas de amor E sombras de suspiros...

Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos.
Continuar lendo

Por uma nova tela Não hão de calar a voz, cortar braços, olhos e mãos. Nadarei contra maré lixo tóxico, sobre pedras serei sola de borracha. Insano algoz de incertas flechas. Covarde! Fogo sobre povo que ingênuo arde. Maldade em homeopáticas doses; tesoura em asas de babilardes. Não, não hão de congelar meu sangue, nem destruir nossos propósitos, minha argúcia inda resiste sob o peso, apesar dos dedos, apesar da gangue. Liberdade há de acordar triunfante, força da maré a ralé carregará, dias inglórios vencidos serão, tintas em nova tela surgirão.

Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida...
Continuar lendo

Sendas da vida Despem-se camadas do tempo pelas sendas da vida... Saltos atropelam cucos, areias pedem pernas. Água em sede de lambição caça a presa com destreza. Desliza tempo, tobogã gigante, não se adiante! Dobra ao chão teus joelhos, areia fértil de desejos... E que mais vejo senão senões? Sede em terra de vulcões. Lava corre ao lago, boca sedenta. Me admira tal vexame, ansiando sextas em quietos domingos. Donde estará o Rei desta bagaça? O manda chuva dos portões? Anda assim, tão distraído? Ou também foi pelo tempo traído? Petrificados, inertes, perdidos, enviados atabalhoados. Afinal, a que viemos? Dize-me tu, Nicodemos?