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Frase de Jaak Bosmans

Desembarque! Bagagem sempre leve, Carrego só no coração. Estação abandonada de chegadas Recorda ainda apenas as partidas No velho banco já gasto de lágrimas Sentado nele, ainda te sonhava ali Cabeça entre as mãos, em negações, Recordava teus abraços, adeuses e cartas. Num perder constante da hora do embarque Tornou-se mais fraco meu coração E num ímpeto de loucura e vertigem Me desfiz logo daquela leve bagagem. Apito distante eram ecos do passado Que se aproximou num real acontecer Parando entre ruídos e fumaças Quando em novo bater me fez o coração. Era o último desembarque possível Em te trazer de volta para nós! E assim meus olhos te viram, Afinada com meu sorriso. Triunfou todas as velhas vontades Como fogo que nos fez um louco-mover No trilho brilhante, um vagão em por do sol, Desliza agora em nova viagem de recomeço. Jaak Bosmans- 13-04-09

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans