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Frase de Múcio Bruck

Quem só sabe amar... Quem ama é capaz de desamar, com a mesma naturalidade! Mas, o desamar não lhe dá o direito de ferir o outro, seja com atos férreos... ferinos! Nem usar o silêncio como arma de ignorar a presença de quem amou ou o contrário, usar de suas falas para impor dizeres cruéis, nem fazer de sua impaciência um proposital descuido. Saber amar é sentir pulsar em si o bem, o querer da companhia, o alento de deitar no peito amado, se deliciar com o toque do outro, ter a compreensão incontida que rouba sentidos e a razão. Quem apenas ama, não necessita de grandes motivações para desamar, basta ínfimas discordâncias, compreensões incompreendidas ou que impere a ausência do desrespeito, o esquecer dos dias em que faltou a gratidão, é se deixar levar pelo desejo da partida do outro. Sem mais flores, cheiro, sabor, calor, somente o sentimento que errou ao amar. Mas, fiando que amou como soube amar e que nesse caminho, os "atalhos", as opções, o conviver, formaram, ao próprio desgosto, geleiras nos mais puros sentimentos, urgindo-lhe a pressa do adeus. No desamor, já não há dor na separação, naquela parte que desamou, mas sim, o afã da distância, o avesso do bem querer, o fiar que tudo findou Que, não sendo infindo tal sentimento, cabe somente a aceitação do findar a relação, pois essa, não lhe é eterna e jamais lhe será... Quem desama não se importa se haverá ou não a aceitação da outra parte, não mais! Mas, quase sempre, busca em si asas para voar em busca de novos horizontes... sem abrir mão de encontrar num novo amor motivos para sonhar e quem sabe, até poder sorrir! E assim, segue amando um, outro e outro e outro... Sem se dar conta que amar é diferente de saber amar!

Múcio Bruck

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Pensador.com

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Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

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Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
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Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor