Frase de José Henrique Boia dos Santos
Sobrenome. E quando o tempo parou para mim. Foi quando tive medo. Meus olhos descoloriram o mundo a meu redor. Não vi mais nenhum arco íris, As flores perderam o perfume da vida. Trancado em mim sem cores. E assim não gostei mais do espelho. Perdi os vestígios de minha vida. O ar era apenas um caminho de passos não mais ouvidos. Tive de nadar em águas profundas. Em um mar desconhecido a deriva de mim mesmo. Assim por muitas noites , dias tardios. O sol nada significava e a noite era sempre perfeitamente silenciosa e solitária. Fez-se um ártico da minha alma gélida. E assim sigo sem sentir, sentindo muito. Sem o que chamava de eu, Como a ver anúncios de procura-se. Traçando rumos sem sentido ou direção. Sou eu a agulha no palheiro. O palhaço na corda da bamba. O trem descarrilhado. Um botão que não abre. Emperrado sem tranca, preso na liberdade. Poder ir e nunca saber onde. E onde quer que vá, não me ver onde estou. Alguém que olha o espelho refletindo um rosto que a vida decidiu demolir. O soldado da batalha perdida ainda com munição para lutar. Ainda vale a pena lutar pois ainda sou eu Mesmo estando em um copo d'água Eu sou a tempestade. Mesmo tendo tudo e nada Ainda tenho nome, ainda me chamo, ainda grito por mim. Meus dedos cabem alianças, Meu coração ainda vive em mim, O amor é minha fé, Minha vida tem meu nome, Mesmo que ainda, De sobrenome ninguém. José Henrique
No pensador.ai desde