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Poema do desafio.
Que todas as minhas horas, os meus dias, os meus anos passem.
Que todas as demais estações do tempo também o façam.
Eu que as viva, qual maluco, com as ilusões infantis que só o tempo as cure.
Eu amar-te-ei em todas as minhas eras, em todos os curtos momentos.
Podem passar mil águas por vinte pontes,
com as saudades abraçando os leitos, contornando obstáculos,
mas amar-te-ei como se a única vez no meu tempo as águas se permitissem,
mesmo com todas as aventuras.
Amar-te-ei para além deste céu que possuo, bem lá no alto, bem cá em baixo.
Ainda que um outro alguém te tenha, entre os lençóis confidentes,
e mesmo que os beijos sejam mornos, palavras soltas ou nada coerentes ,
que a nossa alma seja vagamente enamorada,
sobre qualquer prazer de carne ou apenas uma entrega fugaz.
Eu amar-te-ei sobre qualquer dor que me faça pesar,
sobre qualquer orgulho que me possa ferir,
qualquer despeito que me possa fazer chorar.
Amar-te-ei por cima de qualquer facada no meu coração,
qualquer distância que a era nos tenha imputado na vida.
Eu apenas sei, que amar-te-ei para além do meu tempo,
pois não é pequeno este meu sentimento.
Se ao menos soubesses todo o seu tamanho,
pois eu sou pobre de carne, mais pequeno no tempo.