Frase de Bernardo Almeida
Desapego real Vejo do alto do sublime castelo do perdão Rainhas e reis deitados com a face virada para o chão Admitem e arrependem-se dos seus erros E pedem que suas cabeças sejam cortadas com rapidez e zelo Mas não precisa desta atitude radical Chega de sangue derramado em nossos quintais As sobrancelhas franzem-se todos os dias Porque entre homens violentos e selvagens Faz-se presente diariamente a covardia Apenas levem em seus corações a lição Larguem todo o ouro e a prata no chão As vestes e os reinos, coletivize-os agora E liberte-se da praga miserável do apego Bernardo Almeida (Livro Crimes Noturnos)
No pensador.ai desde