Frase de AlmaViolada
A espiritualidade moderna é líquida: escorre pelo cano digital do cartão de crédito. Dar gorjeta no Uber é o novo ato de fé: rápido, indolor e com recibo.
No pensador.ai desde
A espiritualidade moderna é líquida: escorre pelo cano digital do cartão de crédito. Dar gorjeta no Uber é o novo ato de fé: rápido, indolor e com recibo.
No pensador.ai desde
Na primeira balançada do barco, todos pularam e eu sozinho... me afoguei em minhas próprias mágoas.
Falham os rótulos que tento carregar. Não encontro em mim a arquitetura de um bom filho,a paciência de um namorado, a constância de um amigo. Nem mesmo o título de 'melhor amigo' me assenta; é um manto pesado para ombros que não sabem sustentá-lo. Na matemática dos afetos, sou u…
Falham os rótulos que tento carregar. Não encontro em mim a arquitetura de um bom filho,a paciência de um namorado, a constância de um amigo. Nem mesmo o título de 'melhor amigo' me assenta; é um manto pesado para ombros que não sabem sustentá-lo. Na matemática dos afetos, sou uma equação mal-resolvida. Um primo distante, um irmão ausente mesmo estando presente, um aluno cuja mente é um território de dispersão. Não sou um porto seguro; sou um mar em tempestade permanente. A verdade que resta,nua e crua, é que não sou 'alguém bom' no catálogo do mundo. Sou apenas um humano. Um aglomerado de tentativas e falhas,oferecendo aos outros o pouco que consegue juntar de si — um punhado de areia molhada, na esperança vã de que consigam construir algo sólido sobre ele.
Já estou morto, mas não há sangue nem uma cena do crime. Já estou morto, mas ninguém percebeu — e nunca irá perceber. Por dentro, já sou vazio; minha alma se esgotou. Meus olhos perderam o brilho, e minha mente encontra-se no limite. Minha decomposição já se iniciou, não a da pel…
Já estou morto, mas não há sangue nem uma cena do crime. Já estou morto, mas ninguém percebeu — e nunca irá perceber. Por dentro, já sou vazio; minha alma se esgotou. Meus olhos perderam o brilho, e minha mente encontra-se no limite. Minha decomposição já se iniciou, não a da pele ou dos órgãos, mas a da minha pura e única essência. Estou lentamente me esvaindo, perdendo de mim mesmo, sem poder fazer nada além de espectar o meu próprio sofrimento lento, duradouro e mortal."
“Sou o ponto onde todas as posições se desfazem, a recusa que não cabe nem no nome de recusa. Não estou dentro nem fora, sou o fora que não é lugar, o silêncio que não é ausência, o vazio que não pode ser preenchido porque não pode ser tocado. Sou a borda do mapa que não existe,…
“Sou o ponto onde todas as posições se desfazem, a recusa que não cabe nem no nome de recusa. Não estou dentro nem fora, sou o fora que não é lugar, o silêncio que não é ausência, o vazio que não pode ser preenchido porque não pode ser tocado. Sou a borda do mapa que não existe, o traço que se apaga antes de ser traçado, a impossibilidade erguida como única forma de presença.”