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Frase de AlmaViolada

Falham os rótulos que tento carregar. Não encontro em mim a arquitetura de um bom filho,a paciência de um namorado, a constância de um amigo. Nem mesmo o título de 'melhor amigo' me assenta; é um manto pesado para ombros que não sabem sustentá-lo. Na matemática dos afetos, sou uma equação mal-resolvida. Um primo distante, um irmão ausente mesmo estando presente, um aluno cuja mente é um território de dispersão. Não sou um porto seguro; sou um mar em tempestade permanente. A verdade que resta,nua e crua, é que não sou 'alguém bom' no catálogo do mundo. Sou apenas um humano. Um aglomerado de tentativas e falhas,oferecendo aos outros o pouco que consegue juntar de si — um punhado de areia molhada, na esperança vã de que consigam construir algo sólido sobre ele.

AlmaViolada

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de AlmaViolada

Na primeira balançada do barco, todos pularam e eu sozinho... me afoguei em minhas próprias mágoas.
Já estou morto, mas não há sangue nem uma cena do crime. Já estou morto, mas ninguém percebeu — e nunca irá perceber. Por dentro, já sou vazio; minha alma se esgotou. Meus olhos perderam o brilho, e minha mente encontra-se no limite. Minha decomposição já se iniciou, não a da pel…
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Já estou morto, mas não há sangue nem uma cena do crime. Já estou morto, mas ninguém percebeu — e nunca irá perceber. Por dentro, já sou vazio; minha alma se esgotou. Meus olhos perderam o brilho, e minha mente encontra-se no limite. Minha decomposição já se iniciou, não a da pele ou dos órgãos, mas a da minha pura e única essência. Estou lentamente me esvaindo, perdendo de mim mesmo, sem poder fazer nada além de espectar o meu próprio sofrimento lento, duradouro e mortal."

“Sou o ponto onde todas as posições se desfazem, a recusa que não cabe nem no nome de recusa. Não estou dentro nem fora, sou o fora que não é lugar, o silêncio que não é ausência, o vazio que não pode ser preenchido porque não pode ser tocado. Sou a borda do mapa que não existe,…
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“Sou o ponto onde todas as posições se desfazem, a recusa que não cabe nem no nome de recusa. Não estou dentro nem fora, sou o fora que não é lugar, o silêncio que não é ausência, o vazio que não pode ser preenchido porque não pode ser tocado. Sou a borda do mapa que não existe, o traço que se apaga antes de ser traçado, a impossibilidade erguida como única forma de presença.”