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Frase de Jorge Luis Borges

Somos o tempo. Somos a famosa parábola de Heráclito, o obscuro. Somos a água, não o diamante duro, a que se perde, não a que repousa. Somos o rio e somos aquele grego que se olha no rio. Seu semblante incerto se espelha na água mutante, no cristal que espelha o fogo tropego. Somos o vão rio predestinado, rumo ao mar. Pelas sombras cercado. Tudo nos diz adeus, tudo nos deixa. A memória nos imprime sua moeda. E no entanto há algo que se queda e no entanto há algo que se queixa.

Jorge Luis Borges

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.