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Frase de Johnny Kwergiu

O Natural . A morte é um defeito. Mas se deixar de lado a estética que ela possui, até existe uma qualidade. Sua função desagradável de sempre levar os bons e melhores, mutila uma parte do corpo dos que ainda não a tem no íntimo. A morte apenas executa seu trabalho sem ganho algum. Ela precisa levar, precisa deixar um vazio, uma ausência em silêncio nos fracos corações. O choro precisa cair para marcar o solo. O dia precisa ficar cinza, mesmo que seja verão, com um céu azul e sol forte. O clima precisa esfriar repentinamente. As pessoas precisam ficarem em silêncio e concentradas em suas memórias que criaram lembranças sorridentes com quem ainda continua aqui, só que na invisibilidade de nossas percepções. A morte é a última das chuvas de inverno. A última a ser convidada para entrar em nossas casas. A última a jamais receber uma carta de amor. Ela está sempre nas sombras das folhas das árvores que refletem com o sol. Ela caminha e corre sempre em direção aos escolhidos. Ela nunca falha. Se você pensar que um dia ela falhou com alguém, lembre-se: foi aviso! Da próxima, se não houver cuidado, ela leva de vez! Dificilmente as pessoas encararão como uma piada o ato de morrer. Não é engraçado ficar num ponto preto de ausência. Seremos sempre. Eternamente morreremos, gloriosamente ou tragicamente. Seremos sempre. Continuaremos na insistência de ficar aqui sabendo que temos que voltar. Seremos sempre. Uma etapa da vida que está na posição correta. Seremos sempre. Possuimos nossas horas, minutos e segundos para aprender o máximo possível e dizer adeus, até logo, em outra vida. Seremos sempre vidas voltando para amar, chorar, dançar. Seremos sempre almas que aceitarão ou não a morte como um processo natural. Seremos sempre espíritos que voltam e se vão para contar a novidade aos que lá em cima estão. A morte não é fim nem começo. A morte é uma alegria em fase de descoberta.

Johnny Kwergiu

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Johnny Kwergiu

Transitório Eu sou o problema o desastre natural
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Transitório Eu sou o problema o desastre natural que em breve cessará sem causar mais nenhum mal eu sou o problema religião desconhecida que te cega e faz fiel às dores implacáveis eu sou o problema doença sem cura câncer do teu mundo nostalgia insistente eu sou o problema motivação absoluta arranha-céu onírico pro teu doce suicídio vê se sonha vê se sonha mais uma vez com teu inimigo teu inimigo amado.

Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa
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Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa que guarda em silêncio mapeia por canções a falta que sentes a perda do tempo sei qual é teu vício teu novo encanto leio estes lábios quentes e macios esperando vir dizer: certo, venceste a cada momento somos não mais que dois em um novo Big Bang vontade calada, nervosa que ama recente figura fogo esplêndido na ausência afetiva sobra sonhos para o desperdício na saudade vista lá fora temos desencontro e por que não nos encontramos ainda por aí? nossas ruas não se conhecem? entre folhas e versos nos esperamos com mórbida incerteza se o oceano afundará ou não esta perspectiva esta surpresa que a mim invade são as obras o nosso feito são os degraus a nossa culpa são os desejos o nosso engano quando acordo, vejo-te sorrir pelas aberturas de tua franja negra e lisa sim, pessoa, você amanhece sobre o gramado úmido da noite ao meu lado, sem reparar e esconde em meio as roupas o perfume de minha voz guardo de ti a semana inteira para depois doar aos pobres pensamentos em um leito abrigado pelos vermes contagiantes da solidão.

E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, tam…
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E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, também, pelas falhas cometidas. Preferi guardar juramento em caso especial. Qualquer segredo pegaria fogo se desvendado. Bom não ter arriscado! Senti medo e sinto agora. Há um fantasma contornando os móveis e cada peça da casa. O silêncio ativa a memória, faz ganhar tamanho o pavor agonizante. Foi um dia assustador, de tempo assustador. Vi a chuva, vi o sol, vi o céu, vi as nuvens, vi e senti o cheiro podre da mentira. Confusão formada, medo formado. Sem resposta, sem sentido. Senti medo por viver. Por ter vivido um dia negro de tempo bipolar, preferi deitar mais cedo para amanhã lembrar pouco dessa nuvem negra e ácida que paira por aqui. Às vezes o medo sem espelho assusta.