Frase de Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
POÉTICA QUE ATRELA Ó verso, que se enfada, ó verso, que brada D’Alma cansada. Tão inquieto, e pobrezinho Nunca foste amado, na tua estrofe, sozinho E vives buscando aquela prosa encantada Tua poesia anda vazia, deserta sua estrada Tão frígida cada rima, sem calor do carinho Ferido. No teu íntimo aquele certeiro espinho E, a inspiração com o silêncio da madrugada E, amanhã, quando a luz do sol fulgir, radiosa Ó poesia sem sorte, importuna, com saudade Traga em seus versos uma ventura formosa E então, já não será ignoto, e numa viradela A solidão será oculta na buscada intimidade E, dum canto isolado, terá poética que atrela © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03 de maio, 2023, 19’23” – Araguari, MG
Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde