Frase de Filipe Marinheiro
fecho os olhos abro-me nos teus como uma balada impune no seu sangue oscilante entretido percorro-te, estremeço-me nas veias singulares depois com a ponta da língua afável caligrafia reponho as cordas giratórias e andas no meu imenso chão um chão embalado p'los nossos sorrisos de cetim só teu, só meu a transformar-se porém nunca a concluir ou terminar salvo esse romance nada súbito a apertarem violetas durante jactos perfumados decerto uma bondade eterna eis donde chegam os meus afectos e nas artérias de seda cristal crias novas meigas cores novos ligeiros ares novos amantes tons novos endurecidos ruídos novo auroreal amor para eu continuar a ver a ver-te debruçada sobre mar transparente com veludo de orvalho entre os poros a ver-nos encalhados continuando a moldar brancos banhos como numa nossa gargalhada a dormir no cume de videntes astros adentro só dessa maneira estaremos destinados a tais grandes coisas
No pensador.ai desde