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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

VERSOS E REVERSO Retornei ao ponto de partida Vou procurar por outra saída Para este desenlace de amor Mesmo que possa dar em dor Vou estar na posição oposta Qualquer que seja a proposta De não esquecer o seu olhar Ainda que eu esteja a lhe amar Vou voltar a ser o que era Sem ter que ficar na espera Destas almas se entenderem Transformadas em quimera Meu coração vai ser o revés De minha vontade, ao invés De correr para seus abraços Vou é estar em outros laços Desmistifico nestes versos O avesso de meus sonhos Estes pesadelos enfadonhos Pra harmonia que proponho Não quero opor a verdade Que hoje fala meu coração Com toda sua ambiguidade Pra não reverter à situação Hoje eu quero o anverso De um amor no reverso Pois eu vou ter e mereço Por um amor com apreço © Luciano Spagnol poeta do cerrado sábado – 17/05/2008 Rio de Janeiro

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano