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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

AS PAIXÕES As paixões se expiram como um nevoeiro São como versos que saem do pensamento Em vapor de aromas dispersos, por inteiro, De ilusões, tais plumas voejando pelo vento; São como tintas que caem de um tinteiro Tal o pó ressequido no cerrado sedento, Em um toque são absorvidos tão ligeiro E tão ligeiro vivem em um só momento... Mas os verdadeiros, os correspondidos O “sim” que fica, o “Okay!” que alucina, Estes ao coração nunca serão sofridos, Abrasam-nos o ouvido, não são temidos: Ficam no peito, e numa euforia assassina, É afeto, é agrado, e ao amor são permitidos. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Setembro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano