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Frase de Antero de Quental

Na Mão de Deus Na mão de Deus, na sua mão direita, Descansou afinal meu coração. Do palácio encantado da Ilusão Desci a passo e passo a escada estreita. Como as flores mortais, com que se enfeita A ignorância infantil, despojo vão, Depois do Ideal e da Paixão A forma transitória e imperfeita. Como criança, em lôbrega jornada, Que a mãe leva ao colo agasalhada E atravessa, sorrindo vagamente, Selvas, mares, areias do deserto... Dorme o teu sono, coração liberto, Dorme na mão de Deus eternamente!

Antero de Quental

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Meus dias vão correndo vagarosos, Sem prazer e sem dor parece Que o foco interior já desfalece
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Meus dias vão correndo vagarosos, Sem prazer e sem dor parece Que o foco interior já desfalece E vacila com raios duvidosos. É bela a vida e os anos são formosos, E nunca ao peito amante o amor falece... Mas, se a beleza aqui nos aparece, Logo outra lembra de mais puros gozos. A outros céus aspira: Se um momento a prendeu mortal beleza, É pela eterna pátria que suspira... Porém, do pressentir dá-ma a certeza, Dá-ma! e sereno, embora a dor me fira, Eu sempre bendirei esta tristeza!

Ideal Aquela que eu adoro não é feita de lírios nem de rosas purpurinas,
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Ideal Aquela que eu adoro não é feita de lírios nem de rosas purpurinas, não tem as formas lânguidas, divinas, da antiga Vênus de cintura estreita. Não é a Circe, cuja mão suspeita compõe filtros mortais entre ruínas, nem a Amazona, que se agarra às crinas dum corcel e combate satisfeita. A mim mesmo pergunto, e não atino com o nome que dê a essa visão que ora amostra ora esconde o meu destino. É como uma miragem que entrevejo Ideal, que nasceu na solidão, Nuvem, sonho impalpável do Desejo...