Frase de André Vicente Carvalho de Toledo
Raízes do Afeto Nas fotos antigas, desbotadas no tempo, Sorrisos guardados em preto e branco — São laços que tecem, silentes, seu assento No meu coração, como um rio sagrado. Vejo nas tuas mãos as linhas que herdaste, O mesmo tremor da avó ao cantar. No teu olhar profundo, o que me contaste: Amores antigos a nos sussurrar. Na mesa posta, na receita esquecida, No jeito de dobrar o pano de chão, Vive a ternura de outra vida, Semente lançada em gerações. O amor ancestral não morre, repousa: É seiva na árvore, é voz no vento... Sangue que flui e não se esgota, Abraço de séculos no meu momento.
André Vicente Carvalho de Toledo
No pensador.ai desde