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Frase de Karoline Nogueira

Domingo Perguntas para um campeão rostos que lembram outros olhos cheios de ternura nove à mesa busco equilíbrio Os últimos cajus caem do pé como pontos, virgulas antes de saltarem às risadas Vinho verde Portas e janelas abertas mergulhos em caixas de fotografias Tesouros deitados em retalhos no jardim a profundidade insuspeitável do olhar do ponto de vista das formigas ser movida pela felicidade que brilha Antes... criações fantásticas Construir uma, e outra vez...

Karoline Nogueira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O tempo é a bússola do infinito.
Aproximei-me do ar salgado, que respiram as gaivotas um gato brincando com novelos de ondas Sou novamente eu no lago oceano
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Aproximei-me do ar salgado, que respiram as gaivotas um gato brincando com novelos de ondas Sou novamente eu no lago oceano na areia da praia e nos balaustres da baía Olhando os alvos barcos de papel Marinheiros tocam bandolim Nunca longe, levo minha casa para salas de concerto e teatro mar esquivo... eu finalmente encontrei os olhos

Floricultura Mais cachorros que pessoas passando na calçada, bicicletas, o som das jovens vozes no ginásio da outra quadra. A orquídea que perfuma tudo pra chamar atenção, o vento, a brisa calma: vão fazer falta no verão. Da porta vejo escadas, no alto, janelas refletoras de so…
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Floricultura Mais cachorros que pessoas passando na calçada, bicicletas, o som das jovens vozes no ginásio da outra quadra. A orquídea que perfuma tudo pra chamar atenção, o vento, a brisa calma: vão fazer falta no verão. Da porta vejo escadas, no alto, janelas refletoras de sonhos... Uma promoção, um suco gelado, uma vontade de falar com alguém. O telefone toca, uma voz amiga do outro lado do mundo - Que vontade de chorar. Queria ser pássaro, pássaro não, vento: pra chegar mais rápido. Vou conhecendo a pequena floricultura com a chegada do sol, com a promessa da primavera - Piso num chão de sombras de folhas douradas... Tudo na cidadezinha é devagar, o tempo, o homem, o olhar, o sorriso. Quando se pensa em sorrir, a vida já deu dois passos, e uma parte de mim nunca olha pra trás. Vendo flores, vasos, sonhos, uns sorrisos, surpresas, amores e contentamento. O quase perfume de criar um jardim entre quatro paredes de concreto. Nada num jardim é concreto, nada permanece, mesmo as esculturas de pedra. Esse é um desses negócios que além da beleza e do prazer vende renovação, nutrição, recomeço... Algumas recomendações, o desejo que vinga, o cuidado de um novo alguém, um novo lar, e se ninguém cuidar? As tardes de conversa jogada fora com insetos e folhas... Entre podas drásticas ou carinhosas, percebo que preciso de espaço. Um escritório debaixo do pé de caju, quem sabe? Alguns metros quadrados a mais pra cultivar as flores de vento, borboletas! O caminho não é mais o mesmo, ainda tem um campo de girassóis antes de chegar em casa, ainda tem o mar, a vila, mas é o barquinho azul, parado na lembrança que ensina a olhar pro que se quer mesmo quando não se quer nada. Os dias de sol trazem coragem, os de céu branco ditam o ritmo da espera. Vou pintar o vento no tronco de uma árvore...