Frase de GIL M. FLEMING
Vejo, com os olhos d’alma, a escuridão da noite Noite que me fascina e prende Na negritude de seu seio encontro um baluarte seguro Nunca houve dificuldade ou problema sem solução que resistisse ao seu acalanto Quieto, em paz, escuto sua melodia quente Tal qual o canto da Iara nos rios da infância Inebriado no encanto nanquim, sinto revigorar o ânimo E o peito exangue volta a pulsar com valentia Não há palavras que sejam belas o bastante para exprimi-la Nem gestos nobres o bastante para reverenciá-la Por isso, frustado, deixo meu coração à sua margem Na esperança de que ela o acolha e o reconheça Como era no início, como sempre deveria ser.
No pensador.ai desde