Frase de Lucian Rodrigues Cardoso
Remédio Não tomarei qualquer desses calmantes que entorpecem os ouvidos, que me deixam inquestionável qual fosse o mundo já moldado e seu sentido decidido. Não viverei como quem navega rio sem curvas, como quem voa num céu sem nuvens, como quem nega as próprias rugas. Prefiro o talvez ao sempre e ao nunca. Veja bem, sequer me exigirei ser zen pela saúde sabendo que a inquietude fez o artista em um temporal esculpir o corpo de Buda. Porque não me apartarei da sinceridade que exige a vida mesmo que a fantasia inexistida seja a realidade porque sentida. Não que eu viva às vísceras a toda hora mas prefiro a inquietude mesmo no ar condicionado à imaginar o calor [que deveras faz lá fora. O remédio da vida: o calor que nos aflora.
No pensador.ai desde