Frase de Dilmar Gomes
O medo... Da minha janela, neste tarde de quase outono, descortino a rua. Vejo os passantes em sua diversidade: multidão de rostos díspares, complexidade de sentimentos quase esmagados pela noite que se aproxima. Sinto que o meu medo se fundo no medo dos meus semelhantes, percebo que os meus gestos misturam-se aos movimentos dos homens, e, que o meu espanto junta-se ao assombro dos fracos. Leio o inconformismo nos rostos cansados, como se o peso do fardo fosse algo demasiado às forças individuais Parecemos itinerantes de um percurso surrealista imposto à revelia e, estúpidos, esperamos a barca de Caronte.
No pensador.ai desde