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Frase de Claudia Perotti

A vida passa em desejos sonhados... Colhemos sensações sem nunca se contentar. Submetemo-nos ao hoje na construção de um tempo futuro. E trabalhamos, trabalhamos, na correria, na cegueira momentânea. São muitos sonhos, mas raras realizações... E de repente quando menos se espera a negra noite surge do nada, levanta sua bruma silenciosa e sem aviso nos cortina de sombras tão rapidamente que não temos tempo de nos despedir, nem de vivenciar tudo aquilo que perdemos... E assim todos nós vamos embora no meio de uma noite sem estrelas... Vamos insatisfeitos porque achamos que ainda tínhamos tanto para viver, tanto para fazer, tanto para compartilhar ... O que adianta sermos feitos de sorrisos e simpatia se a maior parte do nosso tempo ficamos cerrados em nosso mundo interior? O que adianta nos apinhar de planos e alegria se empurramos a efetivação dos sonhos para um futuro estranho que não nos presenteia com certezas? Que adianta estar com a conta bancária equilibrada se não aproveitamos o esforço do nosso trabalho com inteligência? Vale se dedicar somente a uma parte da existência enquanto as pessoas clamam por nossa presença? Vale a ausência e perder o olhar e os detalhes dos filhos que crescem rapidamente? Vale fazer qualquer coisa para não pensar nos desejos e sonhos que ainda não podemos realizar? Vale mesmo se esconder debaixo de um véu de enganos se o coração, em seu íntimo, conhece a nossa verdade e é sabedor de nossas mais absurdas desculpas para não agir ou tomar decisões? Será que a vida é assim tão complicada? Ou será que produzimos essas complicações através de nossas próprias escolhas e atitudes? Não basta sentir a extensão dos sofrimentos ou será preciso construir um abismo ainda maior entre aquilo que acreditamos e queremos e nós? São simples questionamentos que já deveríamos estar fazendo e que nos trazem de volta à razão, e por um motivo ou outro, vamos deixando pra lá quando tudo urge ... O que verdadeiramente queremos? Onde aspiramos estar? O que nos move? O que nos inspira? O que nos tira do conformismo e da aceitação de que não temos outra escolha? O que nos amplia a visão e nos faz vislumbrar outros sítios? O que derrocará todas as nossas certezas absolutas e nos fará enxergar um universo de possibilidades? Somente após todas as respostas estarem tatuadas em nossa alma e coração, restará apenas uma coisa a fazer: DAR O PRIMEIRO PASSO.

Claudia Perotti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Com um pingo de tinta consegue-se escrever uma história.
Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento.
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Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento. Os pensamentos sangravam-me em gotas. Uma arrastada eternidade tirava-me o foco de todo resto. Vesti-me de um delírio solitário. Abracei os meus desatinos. Abocanhei os sons distorcidos. Não senti frio, tão pouco o calor. Uma sensação única devorou-me toda. Não lutei contra. Deixei-me levar. Flutuei. Apenas flutuei . . .

outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento
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outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento aguardo naufrágio certo desse amor outrora sonhado não compreendo esses intervalos indefinidos que parte a alma minha inquieta em pedaços deixo ruir então sem esforço algum os sentimentos agora calados a noite recolhe as lágrimas rendilhadas que umedecem os olhos meus desamparados ofereço-me treva na dor da sombria madrugada um choro infindo gemente e desesperado na fronte minha difusa liquida descabelada sou sombra na escuridão da tua ausência perco-me toda em lamento, desassossego e angústia estremeço a turbulência de uma mágoa soluçada Bebo o cálice da eterna solidão E caio morta por dentro no pesado frio dos mares de sonho Destrono-te das vagas espumantes do meu coração E sigo quieta vazia incompleta