Frase de Antonio Montes
RECORDAÇÃO DRAGÃO Quando a tarde cai e a distante saudade entra em sena... A tristeza com suas palmas, aborda o escuro denso da solidão fazendo da noite... Um dragão voraz... Com sua bocarra escancarada dragando as migalhas do auto astral, articulando o medo dorsal e expelindo as lagrimas frias projetadas, ao ladrilho de um universo de... Lamuria cálida e gemidos surdos. Ali... Conselhos atirados ao ventos, ficou perambulando em passado jovial... Conselho esse, que se perdeu no tempo, burlando a mistura de uma felicidade ilícita e deteriorando a integridade de uma vida integra. Ali... As hora passam com apatia e a noite é a infinidade de sonhos com reflexões de ensino antigos. Ensinos que, agora perdido, voltam como flechas do mal agouro despedaçando a coerência de um coração traído pela intempestividade sentimental. Agora... Ecoa pela noite o cantar nítido do galo, cutucando os sonhos com suas esporas pontiagudas. A ansiedade avança pela ampulheta da aurora, e o tempo navega para mais um alvorecer. Renasce o dia, trazendo com ele, um quadro com o reflexo do sol, emoldurado a ferro, e mais uma vez as muralhas farão parte de um horizonte a sete chaves onde o tic-tac passa a ser o maior sonhos do olho mágico. Pela janela intercalada de sonhos e paixão... a luz se faz consciente e medo acolhe o presente ... E mais uma recordação se faz dragão. Antonio Montes
No pensador.ai desde