Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
NÁUFRAGO (soneto) Devastado pelos medos, a tudo, temo! E nesta imensidão de negrura sem fim Os assombros me aterram no extremo. Donde cheguei e, pra onde irei assim? Os sonhos se tornaram nau sem remo O olhar se prostrou no horizonte carmim Joelhos e mãos postas, de um blasfemo No caos, o favorável estoirou em festim Na sorte, o suspiro se fez de supremo Choro, lágrimas e desespero em mim É embarcação medonha, e eu tremo! Oh! Náufrago, de alma sem lanternim Miserando por um único ato sopremo. Rogo aos anjos, ter-me ao som de clarim... Luciano Spagnol Novembro de 2016 Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde