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Frase de Johnny Kwergiu

De Todos . Amei pela primeira vez quando ela passou por mim. Seu perfume me invadiu, me roubou toda atenção que eu não tinha. Fiquei olhando cada detalhe seu: suas roupas, seu andar, seu modo de agir. Ela ferozmente abraçava suas amigas sempre com um sorriso penetrante nos lábios pintados de rosa. Ora bela como donzela, ora uma fera por ser a última a saber. Assim, comecei amá-la sem muita explicação, sem muita espera para a certeza. O mundo caiu, e meus pés não sentiam a firmeza do solo; estavam afundando num medo único. Era a primeira vez que pude entender o amor. Era preciso se sentir sem chão e estar num medo inexplicável para a minha própria ciência. Foi necessário eu cometer pequenos erros para compreender o desespero de saber que eu não era o único a gostar das suas roupas, do seu andar, do seu modo de agir. Era preciso eu me surpreender com ela para poder voar sem sair do chão. Ela caiu em meu olhar e agora seria preciso lutar contra a concorrência que esmagava minhas expectaticas. Eu amava e me sentia ser o exclusivo das ações, que ilusão meu Deus! A cada passo dela em minha direção me era um portal sendo aberto para o futuro: nesse portal eu via minha vida inteira com ela ao meu lado. Amei pela primeira vez sem querer uma segunda chance para me consertar. Fui quebrado, e não haviam mais peças originais no mercado. Tarde demais! Ela era talvez a única saída para a minha felicidade voltar a sorrir de verdade pelas ruas. Eu a perseguia pelos corredores e becos escuros. A procurava em esquinas que mal eu sabia que existiam na cidade. Nunca pude encontrá-la para dizer o quanto eu a amava. Ela sabia esconder uma lágrima e um sorriso, diferente de mim, que corria por todos os cantos atrás de notícias.

Johnny Kwergiu

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Transitório Eu sou o problema o desastre natural
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Transitório Eu sou o problema o desastre natural que em breve cessará sem causar mais nenhum mal eu sou o problema religião desconhecida que te cega e faz fiel às dores implacáveis eu sou o problema doença sem cura câncer do teu mundo nostalgia insistente eu sou o problema motivação absoluta arranha-céu onírico pro teu doce suicídio vê se sonha vê se sonha mais uma vez com teu inimigo teu inimigo amado.

Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa
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Sobre Sonhos Pessoa você, pessoa que guarda em silêncio mapeia por canções a falta que sentes a perda do tempo sei qual é teu vício teu novo encanto leio estes lábios quentes e macios esperando vir dizer: certo, venceste a cada momento somos não mais que dois em um novo Big Bang vontade calada, nervosa que ama recente figura fogo esplêndido na ausência afetiva sobra sonhos para o desperdício na saudade vista lá fora temos desencontro e por que não nos encontramos ainda por aí? nossas ruas não se conhecem? entre folhas e versos nos esperamos com mórbida incerteza se o oceano afundará ou não esta perspectiva esta surpresa que a mim invade são as obras o nosso feito são os degraus a nossa culpa são os desejos o nosso engano quando acordo, vejo-te sorrir pelas aberturas de tua franja negra e lisa sim, pessoa, você amanhece sobre o gramado úmido da noite ao meu lado, sem reparar e esconde em meio as roupas o perfume de minha voz guardo de ti a semana inteira para depois doar aos pobres pensamentos em um leito abrigado pelos vermes contagiantes da solidão.

E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, tam…
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E senti medo. Medo aterrorizante, macabro. Senti medo de morrer congelado por tudo que aconteceu. Não sou tão forte como pensam para tais acontecimentos. Senti medo, um medo de perseguição. Ando sendo rondado por olhos mansos mas vivos. E causa medo, muito medo. Senti medo, também, pelas falhas cometidas. Preferi guardar juramento em caso especial. Qualquer segredo pegaria fogo se desvendado. Bom não ter arriscado! Senti medo e sinto agora. Há um fantasma contornando os móveis e cada peça da casa. O silêncio ativa a memória, faz ganhar tamanho o pavor agonizante. Foi um dia assustador, de tempo assustador. Vi a chuva, vi o sol, vi o céu, vi as nuvens, vi e senti o cheiro podre da mentira. Confusão formada, medo formado. Sem resposta, sem sentido. Senti medo por viver. Por ter vivido um dia negro de tempo bipolar, preferi deitar mais cedo para amanhã lembrar pouco dessa nuvem negra e ácida que paira por aqui. Às vezes o medo sem espelho assusta.