Frase de Cecília Meireles
Pássaro Aquilo que ontem cantava já não canta. Morreu de uma flor na boca: não do espinho na garganta. Ele amava a água sem sede, e, em verdade, tendo asas, fitava o tempo, livre de necessidade. Não foi desejo ou imprudência: não foi nada. E o dia toca em silêncio a desventura causada. Se acaso isso é desventura: ir-se a vida sobre uma rosa tão bela, por uma tênue ferida.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: MEIRELES, C. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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