Frase de alexandre morais
Propaganda da Verdade De passo em passo, luzes piscam com cuidado, ilusão otimista, alegre, mas nas profundezas, vira regaço reconheço-me um ordinário. De cheiro em cheiro, frito, rebuscado de pinceladas harmoniosas de óleo, hipócrita, que lambe a colher e prepara veneno. Saio pela rua com um papel, pesado e de vidro cortante, verdadeiro. O que mais fatia? a vida instigante. Pisca-pisca por miséria, o som reboa vozes, ouço muitas, de bocas amarelas. Cuidado, meu papai-noel têm dentes afiados, rosto roxo, saco obscuro e profundo engole um gole, de copo em copo, ataque sem mágica, não há feitiçaria nem circo, tenda muito menos, as palavras falsas são omitidas sem consciência. Me fecho no apartamento construído por engenheiro quadrado e métrico, por cinza, e isolamento vou me desfazendo nos relacionamentos de aspecto elétrico. O decorrer dos descobrimentos se resume há risos, não seja feliz por isso tudo é algo conciso por trás de tormentos. Hoje eu estou sozinho enquanto festejam a moeda o ouro na aliança, no colar presentista. O corpo e a carne assam no forno seco e são cobiças de monstros. Saio isolado, atendo telefonemas, encho as variadas necessidades, preencho a minha falta, nos copos vazios, arremesso um para cima, bem forte, contra a gravidade que o empurra ao abismo, é onde eu vou onde estou. Há frutas e bebidas empoleirados na mesa farta como barrigas cheias, e o mundo não acaba, não muda o garfo enfia e beija bocas, largueadas, inóspitas de bem. para todos dizerem Amém. A solidão entra na casa, entalada por corpos cheia de ar frio de cada um para com outro tempero árido nos pratos e o meu telefone parou de tocar penso entrar no rio, o formo com sal. Palavras são desperdiçadas, um só dia se faz paz, todo potencial em atos falsos onde se vai toda harmonia e voltamos ao normal. Em embrulhos e distinções, não creio em fantasia, e sim no real, na indiferença na eterna ambição. Não ajoelho e machuco, se me dobro me fere, rezar só em sonho nada é verdade, só a certeza de morte e de pouca mudança concreta, hermética. Posso ofegar letras e sentidos de prazeres inexistentes. -Queres um anseio, e tapinhas nas costas duras, trabalhadas pelo conformismo? Desejo-lhes: Um Feliz Natal!
No pensador.ai desde