Frase de ERASMO MANUEL VAZ CONTREIRAS
ALDEIA ESQUISITA Aquela aldeia Cheia de cubatas e sereias Marcou-me para sempre De esquisitos ensejos, a minha mente Mente que gere a poesia do cassule Naquela aldeia esquisita Ao ver aquelas areias Banhadas pelas águas dos rios Pequeníssimos como as lágrimas Me escondi daquele presente de tempo maldito Onde o Jacaré a beira do rio Parecia até sentir frio Só depois entendi que era próprio Porque estava num local frugal E tão sóbrio como Portugal Naquela aldeia esquisita Bem debaixo da árvore Ao cantar dos pássaros Acalmei minha alma Abracei meu poema E escrevi minha letra naquela – mal ou bendita e esquisita aldeia Aldeia em que os peixes eram negros de pretos espinhos e grossos ossos Cuja morte na panela de barro do branco negrado Era um sonho de barcos brancos do mulato pretado Aldeia aluaziada pelos faróis da noite Onde escondia-se o branco negro sereiado de barro a beira do rio do peixe burro cacussado
No pensador.ai desde