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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SURDINA No ar ressequido o joão de barro canta Um joão de barro no ar do cerrado Encanta, na madrugada que se levanta Que encantado! Um joão de barro canta. Um rosário Longe, entre o mangueiral, tece... Operário, que trabalha solitário Musicando a sua prece. Que encantado! Soa na sua sina De poético, de pássaro bravio Tomando a sua amada, inquilina No seu covil! Silente. O sol no seu nascente Vazado pelo canto de tua benesse João de barro, que cantas docemente Musicando a sua prece Que belo, na magia em oferta O olhar melancólico e vazio Desperta a alma tão deserta Aos ouvidos este canto luzidio Já tanto ti ouvi! Já ti ouvi tanto! Coração, por que estais emocionado? Por que chora, ao ouvir-te o canto, João de barro que musica no cerrado. E com que júbilo o joāo de barro canta No ar sossegado, no ar do cerrado Encanta, na madrugada que se levanta. Que agrado! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano