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Frase de Poeta Urbano - 150712

Núbia e a Luxúria Núbia era linda, nasceu com o dom de dominar. Desde cedo, nos primeiros indícios de sua feminilidade. Seduzia e encantava os machos. Não se importava se eram jovens ou velhos. O seu maior interesse era encantá-los. E com isso levá-los a loucuras das terras da luxuria. Conseguiu fortuna, e riquezas. Tudo graças à luxuria contidas em suas belas carnes. O tempo passou, e Núbia perdeu a beleza. Terminou os seus dias. Milionária e solitária. Pois nem os mais jovens permaneceram ao seu lado. Com o passar do tempo, não bastava apenas a luxuria. Sua beleza se foi e seus clientes também. Milionária, solitária. Envolvida nas histórias de sua luxúria. Assim permaneceu até o fim de seus dias. Núbia e suas histórias.

Poeta Urbano - 150712

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Domitila e a Ira Em uma tarde de carnaval. Domitila conheceu Pedro. Pedro homem serio, digno do amor de Domitila. Foi amor a primeira vista. Domitila amou Pedro por infinitas luas. Até que chegou a tempestade e separou ambos. Decidiram ser bons amigos. Mas veio a tempestade e levou a amizade. Domitila foi picada pela mosca da ira. Brigou com o Pedro. Zangou-se seriamente com ele. Passou a tratá-lo como os outros. Ignorava-o Pedro insistia em reconquistá-la. Enviava-lhe poemas infantis e bobos. Pedro oferecia rosas românticas. Mas, nada adiantava. Domitila permanecia implacável em seu estado de ira. A ira com o tempo amadureceu. Se transformou em ódio. Do ódio veio o asco por Pedro. Nem suportava mais ouvir falar de seu nome. E assim o tempo passou. Pedro morreu de amor, extasiado em meio a um último poema. E Domitila nem uma lagrima derramou. Passou os anos. E a mágoa besta permaneceu no seu coração. Até o seu último dia de vida. Onde em seu último suspiro envolto ao delírio. Disse: Pedro meu amor. Ai vou eu...

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Maria Avarenta Maria era uma mulher linda, mas possuía um defeito. Era avarenta, negava-se a abrir mão de seu coração. E de sua beleza única Perdia-se por horas a se namorar no espelho. Homens a mil faziam fila em sua janela, com o intuito de lhe seduzir. Mas, Maria insistia em não abrir mão de sua avareza sobre seu coração e sua beleza. Alguns traziam dotes fartos. Outros faziam serenatas, e alguns recitavam-lhe lindas poesias. Mas, Maria não aceitava ninguém. Era avarenta e não dividia sua beleza com ninguém. O tempo passou, Maria foi amadurecendo. A avareza contida em sua alma, não lhe permitia a vaidade original. Com isso os dias passaram, e Maria a cada dia mais avarenta. Não percebeu a velhice chegar. Morreu de fome, pois, não conseguia sair da frente do espelho. Vivia a se namorar. Morreu feia, Nem os vermes se interessaram pelas carnes putrefatas de seu corpo esquelético. Maria morreu de avareza, em não permitir dividir seu amor com o próximo. Maria morreu envolta a avareza de não querer compartilhar sua beleza com o mundo. Morreu de avareza, por se negar ao amor.