Frase de Paulo Cesar Ferreira (Rumallon)
CADEIRA CATIVA O ser humano diz amar liberdade. Tanto, que sua perda é punição. Mas muitos de nós, na verdade, Arquitetamos nossa própria prisão. É que “ser livre” para você Pode não ser o mesmo pra mim. Há prisões que não se vê Que também são agonia sem fim. Há prisões cheias de bandidos. E muitas prendem homens de bem. Mas os cárceres mais escondidos Tomam sua mente refém. Não sei qual tipo é pior, Mas na mental não terás um vizinho. Mesmo cercado de gente ao redor Estará profundamente sozinho. Nada mal se apiedar do apenado. Mas antes, siga um pequeno conselho: “Reconheça o prisioneiro acanhado Que você enxerga no espelho” Pois o que você e eu percebemos, Há tempos em que é tão rara! A liberdade, que há muito perdemos, Para ter de volta, ela é cara... É irônico, pois cabem fisicamente Numa só prisão, muitos párias. Mas nos domínios da mente, A prisão não é uma, são várias! Tentei encontrar a chave Para ser livre entre os mundos, Mas essa clausura é tão grave Que adentrei a níveis profundos Cansado e sem mais a fazer, Minha própria chave inventei: Criatividade para mim é lazer. Então minhas prisões adornei. Pois tal como passarinho, Por muito tempo fechado, Se liberto, está fora do ninho. Prefere não ser libertado... Podes experimentar a condicional, Repousando em sono profundo. Mas a liberdade total, Lhe garanto não ser deste mundo. Então nas boas prisões, Me enclausuro por hora. Tentando aprender minhas lições, Por que das ruins, estou fora!
Paulo Cesar Ferreira (Rumallon)
No pensador.ai desde