Frase de Henrique Evaristo
O Altar da Anarquia Meus sentimentos são cartas embaralhadas sobre a mesa, Um jogo sem regras, onde a mente perde a certeza. Caos, desordem, anarquia? Deem o nome que quiserem, Mas eu chamo de "vida" os caminhos que os olhos dela sugerem. Basta o som do seu nome, um sopro, uma menção, Para que o mundo em volta desabe em completa confusão. Sou arrancado do agora, levado por um transe hipnótico, Um labirinto de espelhos, sublime e caótico. Como um enfeitiçado que perdeu a própria vontade, Eu não conheço o "não", nem a minha própria autoridade. Se ela pede o simples, se ela exige o nada, Eu me torno o servo da sua mais singela jornada. Sou um mero mortal, de joelhos, sem escudo ou defesa, Observando a deusa em sua épica e terrível beleza. Nas mãos dela, sou argila, sou história, sou fado, Um herói de lendas antigas, por ela subjugado. Que venha o caos, que a ordem se perca no vento, Pois habitar essa desordem é o meu único sustento. Ser escravo desse encanto é o que me faz sentir vivo: No reino da minha Deusa, sou um súdito... e sou cativo.
No pensador.ai desde