Pular para o conteúdo

Frase de Pablo Filgueiras Soares da Silva

Menina-Mulher No rosto, um riso que encanta, nos olhos, o azul que revela — uma alma que luta e canta, mesmo quando a dor se revela. Carrega vitórias e quedas, com coragem de quem já cresceu, mas no fundo ainda anseia por um abraço que aqueça o seu eu. Como um pintinho no ninho, ao fim do dia só quer ternura — um colo, um carinho, um abrigo, uma pessoa que diga: “Vai passar, criatura.” E no silêncio que vem depois, ela recolhe o que ainda resta — um sonho, um sopro, uma voz que insiste: “Você ainda é festa.”

Pablo Filgueiras Soares da Silva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Pablo Filgueiras Soares da Silva

Entre paredes e silêncios Encosto a alma no concreto, como quem pede licença ao dia.
Continuar lendo

Entre paredes e silêncios Encosto a alma no concreto, como quem pede licença ao dia. O copo pesa menos que o pensamento, mas mais que a ausência que me visita. Fecho os olhos, não por cansaço, mas por querer ver o que não se mostra. Há um mundo atrás das pálpebras, onde o tempo não exige resposta. A camisa branca guarda segredos, como se o tecido soubesse demais. E os muros, cúmplices mudos, não perguntam, apenas me deixam ficar. Não é tristeza, tampouco paz. É esse meio-termo que me veste, feito sombra que não quer ser noite, mas também não se atreve a ser luz.

Apenas Deitado Às vezes o corpo pesa, e é mais fácil não lutar.
Continuar lendo

Apenas Deitado Às vezes o corpo pesa, e é mais fácil não lutar. Ficar deitado, quieto, sem rumo, sem lugar. Cansado da rotina que se repete, dos problemas que não se vão, das vozes que reclamam sempre, dos dias que parecem em vão. Deitado, apenas deitado, fitando o teto como quem espera que o tempo leve embora essa névoa que desespera. Sem querer nada, sem sonhar, sem planos, sem direção, só sentindo as horas escorrerem como areia na palma da mão. A luz do sol se apaga lenta, e a sombra toma o chão. Mas ali, imóvel, eu resisto, no silêncio da exaustão.

Quando a Saudade Aperta Do nada, vem. Um aperto no peito,
Continuar lendo

Quando a Saudade Aperta Do nada, vem. Um aperto no peito, como se o tempo parasse só pra lembrar que algo falta. Não tem aviso. Só a lágrima que escorre sem barulho, como quem entende o que nem você sabe explicar. É saudade — daquilo que foi, daquilo que nunca foi, ou talvez só de um pedaço seu que ficou em algum lugar do passado. Você respira fundo. Não pra esquecer, mas pra caber de novo em si. E sussurra, quase sem voz: “Vai passar.” Mesmo sem saber quando. Mesmo sem saber como.

Carta ao que ainda sente Anápolis, 27 de outubro de 2025 Hoje, escrevo não para o mundo, mas para mim. Para aquele que há vinte anos rabiscou num caderno uma verdade que ainda pulsa:
Continuar lendo

Carta ao que ainda sente Anápolis, 27 de outubro de 2025 Hoje, escrevo não para o mundo, mas para mim. Para aquele que há vinte anos rabiscou num caderno uma verdade que ainda pulsa: “O verdadeiro solitário é aquele que, mesmo rodeado de milhares, ainda se sente sozinho.” Essa frase me define mais do que qualquer outra. Porque, ao longo da vida, não busquei apenas coisas — busquei sentidos. Amor que não machuca, felicidade que não se esconde, alegria que não precisa de plateia. Busquei companheirismo sem cobrança, aceitação sem máscaras, silêncio que não fosse abandono. Mas o mundo mudou. Ou talvez tenha apenas se revelado. As relações se tornaram rasas, os sentimentos, ensaiados. Aprendemos a fingir tão bem que esquecemos como é sentir de verdade. E, nesse teatro diário, o “está tudo bem” virou nosso papel principal. Dizemos isso mesmo quando não está. Porque admitir tristeza virou sinônimo de fraqueza. E fraqueza, hoje, não é aceita. Estar doente, estar triste, se sentir sozinho — tudo isso virou sinal de que algo está errado com você. Então nos condicionamos. A sorrir por fora e chorar por dentro. A incentivar o outro quando, na verdade, era a nossa alma que pedia por incentivo. A oferecer colo quando o que mais queríamos era um abraço silencioso. Ser forte o tempo todo cansa. Mas fingir força o tempo todo… isso esgota. E aí, aquela pergunta que me fizeram anos atrás volta a ecoar: Você vive ou morre todos os dias? A resposta continua a mesma: Eu não sei. Mas talvez escrever isso seja um começo. Talvez admitir que não sei seja, enfim, um ato de coragem. Porque sentir não é fraqueza. Sentir é o que nos torna humanos. Com verdade, Pablo